Vire-se. Encontre entre as sombras o reflexo que o espelho furtou. E, na distorção dos escombros, contemple a força indefinível dos fracassos que resistem, inteiros, com o entusiasmo das sementes.
Vista-se. Proteja seu corpo dos leitos passageiros que se estendem nos portais – eles não pertencem a terra nenhuma. E, na afirmação do eu, derrame seus olhos de lavanda sobre as fomes do absurdo.
Volte-se. Há mais asas na delicadeza dos seus rubros que numa revoada adejando esperançosas intermitências. E, no contínuo que nos impulsiona mesmo sem vontade, revolte-se.
Amar requer um pouco mais que demais.
De conformismos outros, nunca mais.
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Agradecimentos: Juliana Natali e Plumpi Strumpi .
